segunda-feira, fevereiro 22

O PARANÁ EM RETROSPECTIVA

Jeffinho Por: Jeff Picanço

Caiu em minhas mãos duas biografias muito interessantes, pra quem gosta da nossa historia recente. Eu gosto, e muito. Trata-se da biografia de Bento Munhoz da Rocha Neto, intitulada “Bento – um intelectual na correnteza política” e da biografia de Ney Braga, intitulada “Ney Braga: a política como arte”, ambas escritas pelo jornalista Valmir Rabelo.

Os livros são muito interessantes e bem documentados, repletos de entrevistas com personagens da época. A biografia de Bento Munhoz faz um interessante retrato do ex-governador que construiu o Centro Cívico, o teatro Guaíra e a Biblioteca Pública de Curitiba. Bento era filho de Caetano Munhoz da Rocha, o único antoninense governador (na época se chamava presidente) do estado, ainda na Republica Velha. Pela biografia, sabemos que Bento foi um grande intelectual, governador, deputado, ministro de estado professor da UFPR. É considerado um dos melhores deputados federais paranaenses do século XX, e chegou a ser cotado para presidência da república e para a vice-presidência na chapa de Juscelino Kubistchek.

Na época, foi muito criticado por ter centrado sua administração na construção do Centro Cívico, chamados pela oposição de “palácios suntuários”. Foi também que lançou na política um obscuro major lapeano, Ney Braga, de quem Bento viria a se tornar no futuro seu maior desafeto.

Ney Braga foi talvez, o mais influente político paranaense do século XX. Prefeito, governador, ministro de estado, senador, foi em seu governo que foram lançadas as bases do Paraná moderno. Dentro do modelo estatista e desenvolvimentista, que regeu o Brasil de 1930 a 1990, Ney foi com certeza seu mais importante artífice no Paraná. Não por acaso, foi convidado em 1992, por Roberto Requião, seu adversário, para participar do conselho de administração da Copel, entidade que Ney fez crescer nos anos 60. Quando Jaime Lerner o convidou, em 1998, a participar do processo de privatização da empresa, Ney Braga, apesar de ser do mesmo grupo político, discretamente declinou do convite.

Claro, trata-se de dois políticos de centro-direita ou direita. Ney Braga participou ativamente do golpe de 64 e foi um dos seus mais ferrenhos apoiadores, embora conservasse uma segura distancia e discordância da linha-dura do regime. Nesta época foram destrocados os partidos políticos tradicionais. Também foi feita uma sistemática perseguição a partidos e pessoas que se pronunciassem mais a esquerda. Se Ney Braga não foi um falcão do regime militar, com certeza não foi uma pomba. Nos livros citados há um desfile muito interessante e desapaixonado das lutas políticas da época, envolvendo, entre outros, Bento, Lupion, Souza Naves, e, por último, Ney Braga, Paulo Pimentel, Jaime Canet. 

É bom conhecer a historia de nossa política. Nunca morri de amores pelos políticos paranaenses, alguns dos quais conheci de perto, em minha casa ou nos seus gabinetes na assembléia legislativa, onde fui muitas vezes quando guri, levado por meu pai. Hoje em dia, identifico poucos políticos que são realmente expressivos. Falta grandeza aos nossos políticos, uma vontade de vôos mais altos, de fazer sua terra crescer, de todos crescerem junto.

O Paraná é um estado rico, mas tímido e caipira, incapaz de se fazer representar no nível federal, como também era tímido no tempo de Bento, no tempo de Ney. Um estado conservador e brega na cultura, fechado em si mesmo, sem expressão. É só viajar pelo Brasil e se apresentar como paranaense. “Ah, Paraná”. “Curitiba é uma cidade bonita. Limpinha”. E morre o papo. Ninguém sabe quem somos, o que fomos, onde queremos chegar. Alias, onde queremos chegar mesmo? Alguém aí sabe?

7 comentários:

  1. Cadê Antonina, Jeffe?

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  2. Picanço, em sua homenagem.

    Só Quero O Que É Meu

    (Lucas Kastrup Rehen)
    Nas ruas da cidade os homens continuam a lutar como dragões
    Cuspindo fogo, canalizando negativas vibrações.
    Estranhos semelhantes, disputando o poder
    Dispostos, postos a derrubar, acostumados a se esconder.

    Falsos e covardes tentando sugar dos demais
    A força e a vida esquecida em seu interior.
    Fracos invejosos, incapazes de apreciar
    Qualidades e de reproduzir o amor.

    Só quero o que é meu, não quero o de mais ninguém.
    Só vou buscar o que deus me deu, eu não quero roubar o que é seu.

    Ainda acredito que o bem pode se propagar,
    Quando os homens deixarem o egoísmo de lado.

    Reconquistarem a humildade e aprenderem a se respeitar.
    Quebraremos as barreiras que nós mesmos erguemos, quando sinceramente apreciarmos os demais e a nós mesmos.
    Ai, ai, ai a nossa própria história encontrará no caminho da verdade o sentido da vitória.

    Só quero o que é meu, não quero o de mais ninguém.
    Só estou indo buscar o que deus me deu, eu não quero roubar o que é seu.

    O Lucas, viveu um tempo em Antonina, passou diversos carnavais entre nós, e escreveu essa música que têm tudo haver com os antoninenses. Será??????
    --

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  3. A INVEJA É UMA MERDA!!!!!!!Depois de muitas pesquisa feita no "tríduo momesmo", na Biblioteca da Câmara Municipal de Antonina, Morretes, Paranaguá e na Biblioteca Pública do Paraná em Curitiba, excelentíssimos bacucunautas, fui iluminado pela chama da sabedoria de Argos, primo de Mercúrio e irmão de Coutinho, parceiro de Pelé, então descobri o perfil psicológico do famoso comentarista dos blogs antoninenses; rufem os tambores....caiam de quatro...quem!!!, quem é ele....tam.tam.tam. ELE É O "ANÔNIMO DA SILVA"....Aplausos!Aplausos!!!!!!!!!

    Proteja-se

    Como o falso amigo é um inimigo secreto, é sempre importante prestar atenção a alguns comportamentos. Confira as dicas do "INVEJA É UMA MERDA" e aprenda a desmascarar o invejoso antes de ser vítima de seu veneno.


    O invejoso

    • É preguiçoso e vai querer lhe afastar das atividades relacionadas ao trabalho, estudo ou aprimoramento profissional.

    • Tem um comportamento obsessivo-compulsivo e deseja controlar a sua vida, querendo saber onde e com quem você pratica suas atividades, além de procurar acompanhá-lo sempre que possível. Não confunda estes sinais com a prestimosidade sincera de um amigo.

    • É agressivo e desconta suas frustrações nas pessoas.

    • É fofoqueiro e mentiroso. Já que não se sente capaz de conseguir o sucesso alcançado pelo outro, ele tenta difamar a imagem da vítima de sua inveja.

    • É desconfiado. Ele tem uma desestrutura de ego é tão grande que sempre vai achar que o que você conta é mentira ou que está querendo levar vantagem às custas dele.

    • Tem complexo de inferioridade e auto-estima baixa. Precisa de elogios constantes para se sentir tão capaz quanto os outros.

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  4. Jeffe, fique sabendo. Na loja de artesanato da Beth Sá, na Xv, tem uma placa de bronze na fachada, acho que é no lado esquerdo em cima. Que diz que naquela casa, nasceu Caetano Munhoz da Rocha.

    E, embaixo outra placa, mais mixuruca que diz, que naquela calçada em 1978 o vereador P@!#$%s #@ S#@!$%&a, cagou-se nas calças, quando deu de frente com o marido de sua amante, a P#@!$%&a, muita calma nesta hora, naquele tempo ele era solteiro,rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr

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  5. Coisa de Português mesmo: Se queriam homenagear D. Antonio,p q não colocaram o nome dele na cidade?Ou ele era afeminado ?

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  6. Correção: Acabei de saber que em Portugual o diminutivo é sempre feminino.Desculpe a falha.

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  7. O Jeffe traz um parâmetro aqui pro reino:- Curitiba. Bonita e limpinha. Cuidado, Jeffe, não vá se complicar, hein? Onde se viu! elogiar uma 'concorrente'..... Vamos exportar o 'marketing da sujeira pra lá!!!

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