quarta-feira, janeiro 25

ANTONINA PODERÁ SER TOMBADA COMO PATRIMÔNIO HISTÓRICO DO BRASIL

Iphan pode reconhecer Antonina como patrimônio histórico

Quarta-feira, 25/01/2012
Albari Rosa / Arquivo Gazeta do Povo
Albari Rosa / Arquivo Gazeta do Povo / O tombamento abrange o centro histórico e o complexo das Indústrias Matarazzo; paisagem é destaque com a Baía de Paranaguá e a Serra do Mar  
O tombamento abrange o centro histórico e o complexo das Indústrias Matarazzo; paisagem é destaque com a Baía de Paranaguá e a Serra do Mar
tombamento

Iphan pode reconhecer Antonina como patrimônio histórico

Se o título for confirmado nesta quinta-feira (26), cidade do litoral do PR pode ter acesso facilitado a financiamentos federais para a recuperação de casario e melhorias urbanas



Na manhã da próxima quinta-feira (26), o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reúne-se em Brasília para decidir se a cidade de Antonina, no litoral do Paraná, será tombada como patrimônio histórico do Brasil. Se for confirmado, o título tem o potencial de mudar a dinâmica econômica da cidade, com a recuperação do casario e melhoria no ambiente urbano. Mas, para isso, é necessário o entusiasmo do Poder Público, empresas e da própria população.

O tombamento da paisagem histórica e urbanística abrange o centro histórico do município e o complexo das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM).

Segundo informações do parecer técnico elaborado pela superintendência do Iphan no Paraná, a área a ser tombada reflete o processo de ocupação territorial no Sul do Brasil e está diretamente ligada ao primeiro ciclo de exploração do ouro no país. O cenário de Antonina, no fundo da Baía de Paranaguá e “aos pés” da Serra do Mar, colocam a cidade em uma situação privilegiada.

O porto, no século 19, era um dos principais exportadores de erva-mate e importadores de trigo. No início do século 20, o comércio de madeira ganhou destaque e o porto chegou a ser o quarto maior do país.

Para o superintendente do Iphan no Paraná, José La Pastina Filho, é muito difícil que o tombamento não seja confirmado. “Eu não acredito porque o processo está muito bem instruído e muito bem documentado. A qualidade paisagística, histórica e urbanística de Antonina é incontestável.” Para ele, o título pode servir para “reanimar” a cidade. “Antonina passou por um processo de deterioração a partir de 1972 com o fechamento das indústrias Matarazzo e a desativação do trecho ferroviário. Ela acabou perdendo um pouco do amor próprio e começou a ver o mar como algoz. A ideia é resgatar esse amor próprio, resgatando as qualidades da cidade, e com a reativação dos portos. O tombamento vem somar, para ser um holofote para a cidade.”
PAC

Segundo José La Pastina Filho, com o processo de tombamento concluído, a cidade poderá conseguir acesso ao PAC das Cidades Históricas: financiamento do governo federal para recuperar a paisagem das cidades antigas. Entre as possíveis melhorias estão: a remoção da fiação aérea; o incentivo ao turístico náutico; a requalificação da mão de obra em restaurantes; e o planejamento urbano, para evitar a ocupação desordenada das encostas.

Para o presidente da Agência de Desenvolvimento do Turismo Sustentável do Litoral do Paraná (Adetur Litoral), Gustavo Trevizan Socachewsky, todas as cidades litorâneas no estado podem sair ganhando com o título de Antonina, assim como vem ocorrendo desde 2009 com o tombamento do centro histórico de Paranaguá pelo Iphan. “É possível conseguir aumentar as opções culturais e fazer com que o turista fique mais tempo (na região)”, afirma o empresário, dono de um hotel em Guaratuba.

Porém ele lembra que só o tombamento em si não muda nada. É preciso usar a medida para gerar renda. “Precisa haver reconhecimento do que é o patrimônio, divulgar para a população e para o turista a história desse patrimônio e criar roteiros turísticos.”

A prefeitura de Antonina foi procurada nesta terça-feira (24), mas não foi possível contatar ninguém. O prefeito Carlos Augusto Machado, conhecido como “Canduca” também foi procurado, mas não foi localizado para comentar o processo de tombamento.

Fonte: Gazeta do povo 
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NOTA.:

A prefeitura de Antonina foi procurada nesta terça-feira (24), mas não foi possível contatar ninguém. O prefeito Carlos Augusto Machado, conhecido como “Canduca” também foi procurado, mas não foi localizado para comentar o processo de tombamento.
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NOTA².:
Quem vocês da Gazeta do Povo procuraram?
- A prefeitura de Antonina foi procurada nesta terça-feira (24)
Sim, e o que aconteceu?
- não foi possível contatar ninguém.
Tá, e o prefeito?
O prefeito Carlos Augusto Machado, conhecido como “Canduca” também foi procurado.
E o que ele falou?
também não foi localizado para comentar o processo de tombamento.
   

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