terça-feira, janeiro 13

OS COLECIONADORES DE OSSOS DE ANTONINA...

Por: Fortunato Machado Filho - Bacharel em Filosofia

"A ditadura do individualismo. Eu quero, eu sei, eu decido, são expressões do individualismo, da autonomia, quando não da arbitrariedade subjetivista. A cultura do individualismo confunde individualidade com subjetivismo. Para satisfazer os desejos dos indivíduos temos a cultura do ter, a civilização do consumo, a ética do agradável, o aumento do narcisismo que resumimos na palavra "hiperindividualismo". A ditadura do individualismo rompe com a ética, com a família, a religião, as instituições, as responsabilidades.
Acontece então a privatização da fé, a fragmentação da vida, a relativização dos valores, o egocentrismo. O bem, a verdade, a liberdade e o amor nos convocam à comunhão e à fraternidade superando a elevação do ego e seu endeusamento. Somos criaturas, precisamos dos outros, comunhão é nossa vocação". - Dom Orlando Brandes

Há doutrinas políticas, nacionalistas, raciais e de indivíduos que praticam os mesmos métodos: "Você tem que pensar como nós(eu), do contrário seu destino será a exclusão, a expulsão ou a morte, porque não podemos conviver com quem não compartilha nossas crenças".
O exemplo dessa concepção se deu entre 1482 e 1492, com um dos três confessores da rainha Isabel, a Católica: Torquemada, o Inquisidor. Seu nome aparece ligado a 3 mil execuções na fogueira e a um número várias vezes superior de encarceramentos, confisco de bens e torturas. Aqui, estamos na presença do missionário fanático, que vai além das obrigações de sua missão e se transforma num ser absolutamente negativo para a sociedade. Quem é o Torquemada de Antonina?
Em última análise, Adolf Hitler, Joseph McCarthy, Francisco Franco, Josef Stalin, Augusto Pinochet, Che Guevara, Jorge Rafael Videla e Fidel Castro - para mencionar só alguns expoentes - se consideravam missionários que deviam salvar o resto dos seres humanos, obrigando, pela força, os que não acreditavam em suas convicções a adotá-las.

Há mentiras que podem ser até de cortesia, poéticas, que não devem escandalizar nem perturbar. Muito pelo contrário: algumas já estão integradas no jogo social. O importante da mentira é o contexto e a quem se mente.
Mas também há mentiras que são graves e daninhas para a mútua confiança de uma sociedade. São as que entram no contexto oficial, por exemplo, as do político, as do jornalista que deve dar informações ou as do professor que deve educar. Essas são as mentiras perigosas, as que não podem ser ignoradas.
O problema não é que todo mundo minta, mas que determinadas mentiras fiquem impunes no contexto oficial. O importante é que elas não sejam utilizadas para ir contra a justiça, o interesse público ou o individual.

Quando pensamos em política, não estamos também enganando ou enrolando? Por exemplo, as pessoas dizem gostar da liberdade. É realmente assim? Elas podem viver em liberdade? Aceitam os riscos e as contradições que a liberdade pode ter? Liberdade é também a liberdade de se equivocar, de se prejudicar a si e a outros. Acontece que muitos só querem a parte positiva e boa da liberdade, que ela se mantenha sem esforço e sem trabalho algum. As pessoas querem que, num determinado momento, o que é de seu interesse seja chamado de justiça ou liberdade.

Se houver mentira, não se pode formar uma sociedade. Quem promete não faz, quem compra não paga, quem dá a sua palavra não a cumpre, quem dá o seu testemunho faz isso mentindo. É uma comunidade condenada à destruição. Para nós, a sociedade que pratica a mentira desaparece, não pode se constituir. Imperando um individualismo egoísta consciente, ou não é isso que esta acontecendo em Antonina? E como disse Friedrich Nietzsche: "O que me preocupa não é que tenhas mentido, e sim que, de agora em diante, já não poderei acreditar em ti".


Nós todos sabemos que a informação não pode oferecer verdades absolutas. O terreno da informação não é o mesmo que o da opinião. Os meios de comunicação têm de distinguir entre dar informações, para o que devem ater-se o mais possível a objetividade dos fatos, e oferecer opiniões, que são pessoais, são interpretações e vêm assinadas, não por apócrifos, homônimos ou pseudônimos, mas sim, pelo verdadeiro cidadão opinativo.

A opinião não tem de ser aceita com o mesmo crédito que se dá à informação objetiva. Além disso, convém considerar que os informantes trabalham para meios de comunição, são donos do mesmo, ou prestam serviços para grupos de pressão políticos ou privados que têm os seus próprios interesses, os quais muitas vezes não coincidem com o intento de oferecer boa informação à sociedade, mas sim com a busca de poder para incrementar os próprios negócios. Basta ver a oferta de vários meios de comunicação para perceber como cada um deles - de algum modo - está a serviço de grupos de pressão, partidos políticos etc. Isso não significa que eles falseiem a informação, mas que a dirigem para aquilo que interessa ao seu setor.

Política. Individualismo. Mentiras. Informação. O que é a verdade? Foi essa a pergunta de Pilatos a Cristo, numa célebre ocasião. Um dos grandes filósofos medievais, santo Tomás de Aquino, definia a verdade como a adequação entre o intelecto, a inteligência humana, e a coisa; resumindo, é a adequação do intelecto com a realidade. Mas a verdade que nos interessa é a que surge do mandamento: "Não levantar falso testemunho, não mentir". Nada mais é que a verdade que se ajusta entre aquilo que nós captamos intelectualmente como realidade e aquilo que dizemos ou contamos. Ás vezes, por razões morais ou jurídicas, devemos dizer exatamente o que sabemos, ou que cremos ser certo e ajustado à realidade. Outras vezes, isso não é obrigatório. Também existem questões triviais, nas quais é supérfluo dizer ou não a verdade que, em outros momentos, pode nos ser exigida. O perigo, em suma, é quando a mentira causa graves prejuízos(pré-juízo de coisas ou pessoas, causa prejuízo) aos indivíduos ou à comunidade em geral.

5 comentários:

  1. CARLA - BOLGNA-MO/ITÁLIA13 de janeiro de 2009 10:25

    OS HIPÓCRITAS FARISEUS RASGAM AS SUAS VESTES, TROVEJAM E RELAMPEJAM ANTE O QUE DESCONHECEM.

    ACREDITAM OS HIPÓCRITAS QUE SABEM E NEM SE QUER SABEM QUE NÃO SABEM.

    OS HIPÓCRITAS FARISEUS DE HOJE, DE ANTANHO E DE TODOS OS TEMPOS, ATRAVEM-SE VIR AOS MEIOS DE COMUNICAÇÕES E CALUNIAR E A JULGAR ATÉ OS PRÓPRIOS AMIGOS, AQUELES QUE ATÉ POUCO TEMPO ERA COMPANHEIRO DE LUTA. PERVERSA GERAÇÃO DE VIBORAS!!!

    METEM, OS HIPÓCRITAS, O SEU NARIZ ONDE NÃO DEVEM E JULGAM O QUE CRÊEM QUE SABEM, PORÉM, NA VERDADE, NÃO SABEM NADA.

    OS HIPÓCRITAS FARISEUS DE HOJE, ATREVEM-SE A ATACAR OS PRÓPRIOS ADEPTOS, AQUELES QUE CONCORDAM COM A SUA PRÓPRIA OBRA.

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  2. Além de ser um puxa-saco, trata-se de um tremendo cara de pau. Depois que traiu o seu companheiro escondido sob o manto do anonimato, vem ai com versos copiados de livros de filosofia, que não condizem com o seu comportamente de caráter.Você pode até ser bacharelado em filosofia, mas nunca será um filósofo, porque os filósofos são o oposto de você. Platão

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  3. Thiago Antonio Pires da Silva13 de janeiro de 2009 16:24

    Thiago Antonio diz:
    No big brother da vida você foi para o paredão mais cedo que a gente esperava. Que deu trair meu pai, hem?

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  4. Filósofo pode ser também aquele cara que fala pelos cotovelos, é o que conversa fiado,uns o chamam de "Tom Hanks" em alusão àquele filme que este ator não parava de contar historinhas

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  5. Em Antonina filósofo mesmo foi o RELEM e o BARON e ainda resta o TUBE. Chega desse Bacharel de Jikiti e vamos ao que importa que é o BBA. Paredão nele.

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