terça-feira, janeiro 10

ENTÃO VAMOS DISCUTIR...


ESSE FATO NARRADO TÊM QUE SER DISCUTIDO POVO DE ANTONINA?????

 
Antonio Bento Bento

8 de janeiro de 2012 19:49
Para: Bacucu com Farinha

REPASSANDO...

 Não vejo a hora de chegar a quarta-feira de cinzas.
Não, não é que eu seja inimigo do carnaval. Inclusive já brinquei muito: em clubes, nas prévias, nos blocos.... fui até à Flopólis em plena terça-feira de carnaval... Portanto, vou falar com conhecimento de causa.

E, como um véu que se descortina, como uma máscara que cai, gostaria de revelar algumas verdades que encontrei por trás da fantasia do carnaval.
A primeira delas: o brasileiro adora carnaval.
Não acredito. Em Antonina, por exemplo, a maior escola de samba disse ter registrado cerca de 2 mil componentes e a prefeitura catalogou mais de 100 mil turistas nos quatro dias de foliões, no desfile do ano passado. Mas, a população antoninense conta com mais de 15 mi pessoas.Onde pusseram essa gentarada?

Portanto, a maioria da povo não foi para a rua ou por que não gosta de carnaval ou por que não se reconhece mais nessa festa dita popular.

Segunda falsa verdade: o carnaval é uma festa genuinamente brasileira.
Não, não é. O carnaval, tal como o conhecemos, surgiu na Europa, durante a era vitoriana, e se espalhou pelo mundo afora, adaptando-se a outras culturas.
Quarta falsa verdade: É uma festa popular.
Balela! O carnaval virou negócio – dos ricos. Que o digam os camarotes VIP das "otoridadees" antoninenses, as festas privadas e as camisetas caríssimas, chamados "passaportes da alegria" dos blocos de rua.

E quem não tem dinheiro para comprar aquele camisetinha colorida não tem, também, o direito de ser feliz??? Tem não.

E aqui, em Antonina, não é muito diferente. A maioria das escolas de samba vive às custas do "pude" e nenhuma atração sobe no palco da Avenida do Samba para divertir o povo só por ser, o carnaval, uma festa democrática.

Milhões de reais são pagos a artistas de fora  para garantir o circo a uma população miserável que não tem sequer o pão na mesa.
Muitas coisas, hoje, me revoltam no carnaval.
Uma delas é ouvir a boa música ser calada à força por "hits" do momento como o "Melô da Mulher Rabuda", e similares que eu nem ouso citar.

Fico indignado quando vejo a quantidade de ambulâncias disponibilizadas num desfile de carnaval para atender aos bêbados de plantão e valentões que se metem em brigas e quebra quebra.
Onde estão essas mesmas ambulâncias quando uma pai de família precisa socorrer um filho doente? Quando um trabalhador está infartando? Quando um idoso na zona rural precisa se deslocar de cidade para se submeter a um exame?

Me revolto em ver que os policiais estão em peso nas festas para garantir a ordem durante o carnaval, e, no dia a dia, falta segurança para o cidadão de bem exercitar o direito de ir e vir.
Mas o carnaval é uma festa maravilhosa! Dizem até que faz girar a economia. Que os pequenos comerciantes conseguem vender suas latinhas, seu churrasquinho....
Se esses pais de família dependessem do carnaval para vender e viver, passariam o resto do ano à míngua.

Agora os maganos antoninenses comerciantes/empresários/políticos não põe um real na construção do Carnaval de Antonina e, nessa época de carnaval se fingem de morto para comer o fiofó da niquenzada que faz o carnaval e do burro do prefeito que investe milhões no carnaval sem nenhum retorno desse investimento, pois a sonegação depois que passa o carnaval e absurda, então a prefeitura passa mais seis meses meses para arrumar as suas finanças e quem sofre é a niquenzada, pois caia a prestação dos serviços de saúde/educação/segurança/ruas esburacadas etc e tal.

Carnaval só dá lucro para donos de cervejaria, para proprietários de palco/som/banda, donos de restaurante, de pousadas e hotéis, donos de botecos e uns poucos artistas locais. No mais, é só prejuízo.
Alguém já parou para calcular o quanto o estado gasta para socorrer vítimas de acidentes causados por foliões embriagados? Quantos milhões são pagos em indenizações por morte ou invalidez decorrentes desses acidentes?

Quanto o poder público desembolsa com os procedimentos de curetagem que muitas jovens se submetem depois de um carnaval sem proteção que gerou uma gravidez indesejada?
Isso sem falar na quantidade de DST’s que são transmitidas durante a festa em que tudo é permitido!
Eu até acho que o carnaval já foi bom... Mas, isso foi nos tempos de outrora.

Ass.: Um capelista que deixou de ser ingênuo.


___________
NOTA.:

Se realmente eu fosse discorrer  sobre o assunto Carnaval , Povo, Saúde, Político, Comércio, Cultura... teria que fazer um outro blog para armazenar  tantas informação no mesmo pacote.
Porém, não deixarei de colocar algumas considerações sobre o exposto acima adaptado para a nossa realidade...

Primeiramente, temos um novo produto na city, o Festival Gospel. O Festival Gospel está para o carnaval de Antonina, (em pequenas proporções é lógico) por enquanto, assim como a festa do `Galo’s Bar` está para a festa de Nossa Senhora do Pilar, “em queima de fogos” por enquanto, isso tudo para que não distorçam a minha comparação infame, credo.

Acredito que tem espaço para todos  os gostos, desde que sejam cuidadosamente projetados os eventos  como tem sido na cidade de Antonina – Paraná - Brasil... Certo?

ERRADO!!! 

Deixarei de fora desta singela consideração, o evento gospel, por não conhecer o projeto,( se é que tem um), do evento... e qual a finalidade do mesmo... Amém!!!

Vou à fundo no tocante carnaval... por conhecer  esta festa de grego depois adotada pela Igreja Católica em 590 d.C... Queimaaaaa!!!

Somente nesta frase, poderia matar dois coelhos com uma caixa d’água só...

Vai a dica, a festa de agosto (da padroeira dos C.A.R.A.P.B) quando nas mãos da prefeitura estava indo para o ralo, foi só a Igreja  Católica Apostólica Romana de Antonina – Paraná – Brasil se apropriar daquilo que já era seu por “usucapio”, que a coisa andou, ou seja, o negócio se organizou e é o que estamos vendo hoje, um sucesso ano a ano...

Não que eu queira...,  e que vocês tentem de todas as formas induzir que, com isso... eu esteja pensando, concluindo ou querendo dizer que... tudo em que a prefeitura toca vira Marley... longe disso cambada de pensamento levemente obsceno...

Quero dizer que, da mesma forma que a Igreja Apostólica Romana de Antonina se apropriou daquilo que já era seu, a festa de Agosto, nada mais justo que entrar com um pedido de reparação de paternidade (Quem Pariu Mateus Que Embale) do carnaval antoninense..., que pelo o andar da carruagem está na UTI, no soro e respirando por aparelhos..., e digo mais, tem muito neguinho louco para cometer a eutanásia no pobre e moribundo carnaval capelista...

Uma coisa eu concordo com o texto... contextualizado para a nossa cidade..., temos que arrumar uma forma de que o carnaval não traga prejuízo, principalmente para os cofres públicos...

...e para que isso aconteça, precisamos formatar a consciência dos nossos empreendedores locais, eles sabem muito bem o filé mignon  ao molho de madeira que é o carnaval antoninense... 

...agora, 

só o venha cá, e ao vosso reino nada... 

aí não dá né pessoal da comissão de frente do comércio local.

Todos nós sabemos que, o comércio mais distante da “Avenida do Samba” fatura, e fatura bem nestes cinco dias da festa da carne, isso sem falar nos comércios que estão na cara do gol, bem ali na marca do pênalti...  estes tem por obrigação ajudar muito mais...

...então gente, vamos começar a tirar os bumbuns das cadeiras em frente as caixas registradoras e ajudar, ou, em breve pagarão pelo ônus de não estarem faturando a contento... aí nego véio, não adianta ficar com cara de Pierrot chorando pelo amor da Colombina que de contra-partida lhe trocou pelo amor do Arlequim. (Caraca, dá um samba enredo aqui) rss

 Sempre fui contra a participação financeira da prefeitura em eventos, principalmente no carnaval. A prefeitura deve e tem por obrigação se preocupar com o bem estar da população em geral, ou seja, um salário descente para o funcionalismo municipal, buscar com projeto coerente as instalações das empresas geradoras de empregos, se preocupar com a saúde dos nossos cidadãos, reciclagem do seu quadro funcional e por aí vai...

Antes de finalizar, quero deixar bem claro que fui e sou um defensor de que as escolas de sambas saíssem em busca de patrocínios... que não ficassem na mendicância  dos incentivos da prefeitura... isso é um absurdo. Temos tudo para dar a volta por cima e fazer da festa de momo antoninense um dos mais belos eventos do litoral paranaense realmente, não podemos fazer como alguns jogadores de futebol, que ultimamente anda jogando somente com o nome.

Gosto do carnaval assim como a metade da nossa população acredito que também gosta, então pessoal, vamos juntos encontrar uma forma para repaginar esta história...

Se precisarem, estou aqui.

Um abraço.

Neuton Pires

15 comentários:

  1. Como é que é! Ninguém grita! Ninguém bate o pé! Estão todos achando correto usar o dinheiro do cidadão(ã)/ contribuinte e eleitor para por no Carnaval de Antonina e essa derrama toda não volta para nós em benefícios sociais. No ano passado foram mais de UM MILHÃO DE REAIS, que voltou para as mãos de poucos. Como é que é seu prefeito, não vai por a fiscalização em cima desses sonegadores, proxenetas da niquenzada de Antonina que fazem o carnaval de Antonina e que depois passam o ano sofrendo com as deficiências na saúde/educação...pois esse investimento em "turismo de mão única" não retorna para o erário, daí a prefeitura passa o ano inteiro até arrumar as suas finanças. Daí os mesmos reclamam que caminhão do lixo não passa aos domingos e dá-lhe eles a jogar lixo na rua nos domingos, que o mato esta tomando conta da cidade, que a minha rua esta esburacada e o cacete areado...são sempre mais dos mesmos que enchem a burra de dinheiro no Carnaval, depois ficam reclamando pelas esquinas. São sabem? eles que quem trabalha em sabados/domingos e feriados precisa receber horas extras, e onde esta o dinheiro para pagar esses funcionários, esta no nosso investimento no "turismo de mão única" que foi malandramente sonegado. Certos comerciantes de Antonina são gigôlo do povo que faz o Carnaval, em que eles chamam de niquenzada.Só em Antonina é que existe essa classe de empreendedor "gigôlo do povo", e o absurdo dos absurdos é que o povo vota "nelles". Sr. Prefeito faça um bem para o seu povo, o senhor não tem o direito de se acoelhar diante desses vendilhões do templo. Passou o Carnaval use da sua autoridade e peça ao Governador do Estado que mande para Antonina uns duzentos fiscais de rendas para fazer uma auditagem em todo o comércio de Antonina.

    Se Antonina é uma cidade de acoelhados, o sr. não tem esse direito de se acoelhar perante esses mesmos que há anos praticam essa promiscuidade com o nosso povo. O sr. foi eleito por nós não por eles, e sr. tem que nos defender.

    Concordo em número/grau/predicados/objetos/logaritimos e toda a patifaria que foi contextualizada da nossa realidade em termos de cultura e festa popular.

    Parabéns BcF, por esse texto. A verdade foi escrita só cabe a nós, antoninenses acabam com essa chupinzada de Antonina.

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  2. Pelo menos uma vez alguém vem ao vivo e a cores dizer umas verdades sobre o nosso pobre carnaval. As escolas e blocos se matam para divertir a elite comercial antoninense e os turistas que deixam os seus dinheiros no comercio local. E o que as escolas ganham em troca. Os blocos só sobrevive por uma meia duzia de abnegados que gostam realmente do que fazem e de alguns que herdaram de seus pais os blocos. Não vojo ninguém do comercio local se mobilizar e ajudar esses verdadeiros guerreiros. concordo com o Neutinho quando ele menciona que é contra o dinheiro público no carnaval. Quem mais se beneficia com o carnaval são os comércios e esses sem duvida alguma tem que ajudar. O Rio de janeiro o carnaval só é grande por que tem pessoas da associação coml envolvida com o carnaval. Eles sabem o retorno que esta festa da para eles. Em Antonina se não houver a unão de todos os envolvidos com o carnaval a tendencia é acabar. Morretes o comercio local já se mobilizou e logo tomara o lugar de Antonina de melhor carnaval do litoral. só aguardem.

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  3. Façam igual a Paranaguá, onde há uma parceria entre a Liga das Escolas de Samba e a Prefeitura.

    http://www.paranagua.pr.gov.br/carnaval.php

    Falando em liga das escolas de Samba, acredito que uma das partes culpadas pelo estado de abando do carnaval de Antonina são as próprias escolas. Porque não se unem e criam novamente a liga das escolas?
    Deixar tudo na mão da prefeitura é um erro enorme, ainda mais quando vem verba da cultura para esta finalidade e as escolas que deveriam ser as beneficiadas pela verba nem sabem para onde foi em sua totalidade, como foi o ano passado que a prefeitura prometeu 15 mil para cada escola e só pagou 10 mil. Não pagou nem a participação das escolas na festa do caranguejo que houve. E para onde foi esse dinheiro todo?

    Outro ponto que esta fazendo decair a qualidade do carnaval em Antonina é a falta do concurso entre as escolas!
    Porque não fazem novamente o concurso?
    Quem não deixa mais fazer o concurso?
    Qual o motivo?

    Outro ponto é o problema político que em antonina muitos não sabem separar.
    Não sabem separ o gostar do carnaval / com partido político.

    Muita gente deixa de ajudar as escolas porque tem pessoas de outro partido ajudando ou mesmo parente de políticos. Ex. "A eu não vou lá ajudar porque fulano é parente de ciclano".

    Ai muita escola de samba vai perdendo força, vai sobrecarregando poucos que ajudam. Justamente por essa face egoísta do povo antoninense.

    Egoísta sim, porque se cada diretor de escola se reunisse com os outros para reativar a LIGA DA ESCOLAS, teríamos um carnaval mais organizado e com mais transperência com relação a verba.
    E sem erros como a iluminação na avenida do samba o ano passado.

    Enquanto o carnaval ficar na mão de quem não sabe o que é carnaval. O carnaval só vai afundar mais. Sim porque o povo antoninense é apático e egoísta. Ninguém quer por azeitona na epadinha dos outros, mas esquecem que todos comem a mesma epadinha.

    Estamos vendo de camarote essa cultura popular maravilhosa se evaporar na frente de nossos olhos!

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  4. O que a secretaria de cultura e a secretaria de turismo acha disso tudo. Que barbaridade sr. prefeito que equipe que o sr. arrumou.

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  5. Depois de ler a materia e os comentários, Canduca, vai apertar, mas não vai demitir agora.

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  6. "Haja ou não deuses, deles somos servos." (Fernando Pessoa)

    O problema não esta no carnaval em si, e sim nos empresários gananciosos que querem ver lucro em tudo. Este texto mostroU o que a maioria pensa mas que por diversos motivos não têm coragem de expressar, nos foi mostrado o que já estava no insconsciente das pessoas a muito tempo... só que o povo não percebe as coisas claramente. Assim coagimos com as mentiras dando uma de desentendidos. O carnaval faz girar sim nossa economia, no entanto, o lucro político e do capital em geral é indubitavelmente adquirido sob a exploração de milhares de pais/mães de famílias. Mas, sabe de uma coisa, nossa sociedade não vai mudar, trata-se de coisa milenar...

    Meus parabéns ótimo texto, que com clareza,simplicidade e profundidade revela o que realmente está por detrás desta suposta "festa antoninense/brasileira",que ano após ano só vem deixando um rastro cada vez maior por onde passa, um rastro de muitos prejuízos não somente para a sociedade em geral ou para foliões que se expõe a tudo aquilo que essa festa levanta como bandeira , mais também aos cofres públicos e porque não dizer o bolso de quem realmente merece ser respeitado: o cidadão. E enche o bolso dos que nos desrespeitam: os "empresários".

    Gostei da ousadia deste texto contextualizando a realidade antoninense. Isso faz bem a democracia. Obrigado ao Blog Bacucu com Farinha por trazer esse assunto a termos.

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  7. Neutinho acho que esta matéria mobilizou pelo menos alguns empresários de Antonina, o Batel que até dias desses não iria sair agora respira ares carnavalescos já tem até carro aqui no Batel hoje informando que a escola vai sair já está todo mundo alvoraçado aqui no bairro. Sabe da ultima o samba é seu de 1994 Lendas e Suprtições. E agora meu amigo como fica a cara daqueles que não queriam mais você na escola.

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  8. Poxa que beleza, apesar de eu achar que o samba era legal para aquele momento, em 1994... mesmo tendo sido feito em 1991... digamos que este samba na época foi um divisor de águas e nos permitiu a criação de uma linha melódica fora do trivial.

    Boa sorte ao pessoal da diretoria e toda a escola em geral.

    Já a sua sequência no comentário, creio eu que não fica né...

    Um abraço.

    Neuton Pires

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  9. quem financia o carnaval no rj e sp sao os traficantes e os bicheiros que sao a mesma coisa,vcs nao assistem tv ? Abreu do cajuru

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  10. A verdade é que as escolas de samba tem que se organizar.
    Em qualquer lugar que se tenha alguma tradição sobre o carnaval as escolas e blocos possuem uma organização mínima que trabalha o ano todo,só em Antonina que não.

    Aí na terrinha o pessoal só pensa em carnaval um mes antes do evento e depois não se fala mais nisso.

    Os tempos mudaram ,a festa de nossa senhora do Pilar é um exemplo. O padre se virou se organizou e hoje esta festa católica depende o mínimo da Prefeitura.

    Por que as escolas ñão se organizam também?

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  11. Fortunato Machado Filho15 de janeiro de 2012 14:10

    Comentário sobre a matéria: ENTÃO VAMOS DISCUTIR...


    Espero que os leitores compreendam o meu alvedrio.
    Por: Fortunato Machado Filho - 13/01/2012 às 22:00hrs

    "Toda generalizarão é perigosa. Inclusive esta." - Alexandre Dumas

    Como tudo que nasce da alma popular, o capital chega e traga e suga para si, absorvendo, distorcendo e excluindo. Digo mais, existe tanta cultura e identidade nacional nesse carnaval criticado pelo texto quanto existe de religião nas comemorações natalinas.

    A verdade é que o capitalismo não perdoa nada e assimila tudo. Mas é preciso sim controlar essa voracidade destrutiva do capital (aproveitando ainda sua participarão que quando sob controle só complementa com sustentabilidade econômica a expressão espontânea), controlar o capital e não matar a alma popular. O discurso “panis et circensis” é também improcedente, pseudo intelectual, elitista e fascista! Quem não tem comida não pode ter carro nem se divertir? Isso é por demais obtuso. São 05 dias de explosão para 360 de labuta! Tanto ontem como hoje o carnaval de Antonina continua amador é preciso profissionalizar.

    Compreendo que as verdades e as mentiras de hoje são as mesmas que me contavam antigamente mas de forma apenas diferente. Quanto custa a apoteose do samba na Avenida Carlos Gomes. Qual o custo/benefício ??

    Passando a régua no final, o saldo é azul ????

    Privatiza pra ver como é que fica.

    Será que alguém encara essa ????

    Essas são as perguntas que pela minha subjetividade e interpretação encontrei no texto contextualizado a realidade antoninense, pois trata-se de um texto que foca no carnaval paraibano. Mas, a verdade materializada esta nesse poema abaixo do Drummond.

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  12. Fortunato Machado Filho15 de janeiro de 2012 14:16

    (Continuação)

    Essas são as perguntas que pela minha subjetividade e interpretação encontrei no texto contextualizado a realidade antoninense, pois trata-se de um texto que foca no carnaval paraibano. Mas, a verdade materializada esta nesse poema abaixo do Drummond.


    Ver e ouvir, sem brincar (Carlos Drummond de Andrade)

    Ninguém pergunta mais:
    - Você vai brincar no carnaval?
    Brincar, irmão, quem pode brincar
    se perdida foi a idéia de brinquedo?
    Alguns ainda perguntam:
    - Como é? Vai pular no carnaval?

    Então é isso a festa: um pulo
    e outro pulo e mais outro? Neste caso,
    campeoníssimo seria o João do Pulo.
    O que ouço dizer é simplesmente:
    - Vai ver o carnaval?
    Conclusão, ano 80:
    Carnaval
    é o visual.

    Você não brinca mais,
    nem mesmo pula mais
    na rua hoje deserta, no salão
    onde um suor se liga a outro suor
    e ar condicionado é falta de ar.
    Que pode o folião? Acaso existe ainda,
    e funciona, essa palavra folião?
    Folia, antiga dança rápida
    que o adufe acompanha, no dizer
    de sábio, antigo, dicionário.
    Quem me dança a folia, quem folia,
    quem fol ou fou, folâtre, folichon, folle,
    fool, pratica o foliar?

    Ah, sim, o sambista e sua escola
    foliando para turistas e a distinta
    Comissão Julgadora. Pontos! Pontos!
    Quesitos mais quesitos! Briga feia
    nessa programação oficial
    que garimpa e governa o carnaval.
    Foliam para os outros. Não foliam
    pelo gosto,
    pela graça,
    pelo orgasmo de foliar, loucura santa,
    desabrochar do corpo em rosa súbita,
    em penacho, batuque, diabo, mico,
    chama, cometa, esguicho, gargalhada,
    a cambalhota em si, o riso puro,
    o puro libertar-se da prisão
    que cada um carrega em sua liberdade
    vigiada, medida, escriturada.

    Então pego uma sobra, vou olhar,
    ouvir
    a cor, o som, o balancê padronizado
    que rioturisticamente se oferece
    ao mercado da vista e dos ouvidos.
    Eu vejo, não me integro,
    não participo, não sou o grande todo,
    nem o grande todo é mesmo todo e tudo.
    Então o olho e o desfile,
    a arquibancada corta o meu impulso
    de ser um com eles, ir com eles
    pela rua afora,
    pelo sonho afora.

    A rua, onde ficou
    a velha rua, seu espaço de brincar,
    seu aberto salão a céu aberto,
    sem entrada paga, sem cambistas
    e fiscais?
    O carnaval é rua, não teatro,
    não show, produto industrial
    monumental
    a ser consumido numa noite
    de lenta evolução
    e classes divididas
    pelo respeitável público pagante.
    Como comprar, como pagar
    o que não tem preço e chama-se
    alegria?

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  13. Fortunato Machado Filho15 de janeiro de 2012 14:18

    (Continuação)

    In: Amar se aprende amando. Rio de Janeiro: Editora Record, 6ª edição, 1985, p. 156 - 158.

    O traço distintivo que realmente caracteriza uma produção artística como sendo folclórica - festa popular - é o fato de ela ser produzida pelo grupo, estar enraizada na vivência desse grupo, e, por razão, ter esse mesmo grupo como público. O adjetivo "popular", portanto, é usado porque o "povo" é a ORIGEM e o FIM da produção.

    Nesse sentido, a produção folclórica/carnavalesca não é um espetáculo, uma curiosidade para ser consumida pelos turistas de outras regiões. Ela é a expressão mais genuína de um grupo de pessoas, é a representação simbólica de seu modo de vida, de suas raízes de suas crenças e aspirações. É através dela que o grupo encontra o reflexo da sua IDENTIDADE CULTURAL.

    Por essa razão, quando se busca a identidade de uma nação, seu folclore é valorizado. No entanto, no momento em que ele é retirado da época e do lugar que se originou, e das mãos dos atores que o vinham recriando tradicionalmente, ele perde sua razão de ser, perde a ligação existencial tanto com os apresentadores quanto com o público e torna-se mero espetáculo que pode ser visto e esquecido; em uma palavra, CONSUMIDO. O Carnaval é um exemplo, em especial o do Rio de Janeiro, que deixou de ser a manifestação de alegria, às vezes crítica, de blocos de foliões, para se transformar na "PASSARELA DO SAMBA", na qual desfilam e ganham publicidade artistas de TV, cantores, modelos, membros da ALTA SOCIEDADE.

    No futuro o Desfile das Escolas de Samba na Sapucaí, será com um grande show de Rock, ou Samba in Rio, é um grande negócio e um produto que é vendido ao mundo. Não mas ali será realizado a dita "festa popular" - como hoje em dia não o é mais - pois o preço do ingresso não é mais popular e afastou o povo desse evento. Para melhor compreender essa Revitalização do Carnaval de Rua no Rio de Janeiro, esse poema do Drummond desencadeou o contraditório no Rio de Janeiro, quando então o carioca conscientizou-se do seu papel de coadjuvante na festa e não como o seu protagonista. Acessem o site abaixo, e tirem as suas conclusões.

    http://www.samba-choro.com.br/debates/1114908790


    Abraços.

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    Respostas
    1. Fortunato (Natinho), faça um blog só para você...

      Excluir
  14. Deixe o cara quieto, vai que ele resolve fazer um blog. Não fica pedra sobre pedra, esse cara foi boêmio ou ainda é, viu muita coisa na noite, escutou também e deve ter um arquivo muito bem elaborado.

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