Infelizmente o trabalho me impediu por alguns muitos dias o acesso à internet, aqui nas bibocas do Vale do Paraíba e Região Bragantina, em São Paulo, onde me encontro desde outubro. Foram dias de muitas paisagens bonitas e muitos morros e regiões de difícil acesso, comandando minha brava equipe pernambucana, cerca de trinta pessoas e sete veículos, desde carros de passeio até caminhões, atolando e desatolando pelas estradas barrentas pelas chuvas de dezembro. Em geral, chego à noite em casa, tão cheio de lama e cansado, que só quero meu travesseiro.
Voltando ao assunto da semana passada. Não, não sou uma pessoa perfeita. Tenho muitos defeitos e vícios, confessáveis e inconfessáveis. Os inconfessáveis ficam para o divã do psicanalista. Entre os confessáveis, confesso que sim, leio quase tudo o que se publica de comentário na blogosfera capelista. O que não me obriga a concordar com o nível ou com o conteúdo das postagens.
Sim, também sinto o cheiro do ralo. Trabalhei com muita gente, desde gente boa e virtuosa até com gente calhorda, falsa desonesta, e mesmo com pistoleiros e assassinos. Não posso dizer se fui uma pessoa boa e honesta para com todas estas pessoas, e tenho certeza que não fui sempre bom, nem sempre ruim. Posso dizer, no entanto, que sempre dei boa conta de mim, e sempre procurei tratar igualmente a todas as pessoas com quem convivi.
Quanto às coisas de Antonina, como estou de longe, eu procuro pensar muito antes de falar alguma bobagem, ou cometer alguma injustiça pelo meu natural desconhecimento de fatos e de pessoas. O que não quer dizer que não veja coisas ruins na cidade, na atual administração, na postura das pessoas. Mas, como já disse tantas vezes, olhada de longe, Antonina não é o melhor lugar do mundo, mas também não é o pior como às vezes as postagens façam parecer.
O que me preocupa, isto sim, é que algumas pessoas, na impunidade do anonimato, funcionem como manada, criticando por criticar, sem responsabilidade. Lendo as listas de comentários, afora os comentários inteligentes de sempre, tudo parece maledicência, bravata, mesquinharia. Quase como a história do “maciço comparecimento” dos internautas descontentes na sessão da Câmara Municipal da última terça-feira, conforme li aqui no Bacucu. Indignação anônima e virtual. No final, a montanha pariu um rato...
Tenho meu próprio blog, com uma linha diferente do Bacucu Com Farinha. Isso nunca foi problema, nem pra mim nem pro Neuton. Como diz a música, cada um no seu quadrado. Gosto de ler o Bacucu, assim como o Bó, o Reginaldo, O Antonina Viva, o Jequiti, o Mundo Capelista e o Revistaria Calixto. Acho que aí sim estamos construindo algo realmente novo na cidade, algo mais transparente e participativo. É assim que tem que ser. Daqui a pouco Morretes vai querer copiar...
O litoral do Paraná recebe a partir de janeiro o maior projeto de cultivo de ostras da região, que chegará a envolver 220 famílias. 
